Prefeitura de Ipojuca proíbe cobrança de consumo mínimo nas praias

A prefeitura de Ipojuca, litoral sul de Pernambuco, proibiu a cobrança de consumo mínimo nas barracas e estabelecimentos comerciais nas praias do município.

A proibição alcança as praias de Porto de Galinhas, do Cupê, Muro Alto e Maracaípe.

O decreto foi publicado após um casal de turistas ser agredido por donos de barracas de praia em uma discussão por causa do valor cobrado pelo uso de cadeiras e guarda-sol em Porto de Galinhas, no final do ano.

Segundo o prefeito de Ipojuca, Carlos Santana, a barraca foi suspensa e os funcionários envolvidos, afastados.

Regras do decreto

A nova regra reforça que é proibido exigir um valor mínimo de compra, cobrar taxa de ocupação se o cliente não consumir, ou forçar a compra combinada de produtos.

De acordo com o Programa de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon) de Pernambuco, cobrar gasto mínimo é proibido pelo Código de Defesa do Consumidor.

Barracas e quiosques podem cobrar apenas o aluguel, desde que haja aviso prévio, preço claro e não abusivo.

O consumidor pode sentar-se na areia, levar a própria cadeira, guarda-sol e, se quiser alugar um local, precisa ter preço informado antes do uso.

Barracas e quiosques que violarem as regras podem ter a autorização de funcionamento cassada.