Governo do Estado investe no Instituto de Genética Forense de Pernambuco e amplia capacidade do serviço
Órgão possui o maior banco de perfis genéticos de restos mortais não identificados do país e ocupa atualmente o terceiro lugar em número total de perfis inseridos no banco nacional, atrás apenas de São Paulo e Minas Gerais
Com investimento superior a R$ 800 mil em manutenção e suprimentos, o Governo de Pernambuco reforçou a estrutura da perícia genética no Estado que conta com um novo prédio do Instituto de Genética Forense, agora modernizado e equipado para ampliar a capacidade dos laboratórios. O resultado já se reflete nos números: o órgão lidera o país em inserções de perfis genéticos de restos mortais não identificados no banco de DNA, fortalecendo a capacidade de resposta às famílias que aguardam notícias de parentes desaparecidos.
“Muitas vezes, a única forma de identificar um cadáver é por meio do DNA. Para isso, são necessárias amostras genéticas de familiares para comparação. Assim, as famílias que estão em busca de parentes desaparecidos podem procurar o IGFEC, de posse de um boletim de ocorrência, e doar seu material genético para a busca no banco de dados”, explica o gerente adjunto do IGFEC, Ítalo Souza.
Ele esclarece que uma das principais funções do banco de perfis genéticos é justamente auxiliar na identificação de pessoas desaparecidas. “Em alguns casos, são encontrados restos mortais, como ossadas ou corpos em avançado estado de decomposição, o que dificulta a identificação. Esses indivíduos têm famílias que estão à sua procura e, se o perfil genético estiver no banco, torna-se muito mais fácil oferecer uma resposta”, completa.
Desde 2013, o IGFEC já emitiu mais de 20 mil laudos periciais e inseriu mais de 28 mil perfis genéticos no banco de DNA. “Esses perfis inclui condenados do sistema carcerário, suspeitos de crimes, vestígios coletados em locais de crime, cadáveres de identidade desconhecida e também familiares que buscam pessoas desaparecidas”, detalha Ítalo Souza. Segundo ele, esses serviços auxiliam diretamente a segurança pública ao fornecer provas técnicas e científicas de alta confiabilidade. “As análises permitem confirmar ou excluir suspeitos, fortalecer os inquéritos policiais e qualificar as decisões judiciais, contribuindo de forma direta para a elucidação de crimes e a redução da impunidade”, acrescenta.
O Instituto tem como finalidade realizar perícias em genética forense em todo o Estado, além de exames de biologia forense. O quadro de servidores é composto por profissionais especializados, entre eles peritos criminais, agentes de perícia e técnicos administrativos. “Com investimentos na estrutura e no reforço do quadro de profissionais, foi possível ampliar a capacidade de processamento e a emissão de laudos periciais, consolidando o IGFEC como um dos maiores laboratórios de genética forense do país”, destaca Ítalo Souza.
Entre os principais serviços executados pelo órgão estão a identificação humana, a vinculação de suspeitos a locais de crime, a elucidação de crimes violentos, especialmente homicídios e crimes sexuais, além da identificação de pessoas desaparecidas e de vítimas.
*ATUAÇÃO DO INSTITUTO*- As perícias genéticas são realizadas mediante solicitação de autoridades policiais, do Poder Judiciário, do Ministério Público ou de outras unidades de perícia, quando há necessidade de análises técnicas para subsidiar investigações e estabelecer vínculos entre suspeitos, vítimas e vestígios encontrados em locais de crime.
O Instituto também tem atuação relevante em crimes sexuais, incluindo casos de estupro e crimes praticados em série, nos quais os exames de DNA permitem identificar autores, relacionar diferentes ocorrências e fortalecer o conjunto de provas utilizado pela Polícia Judiciária e pelo Judiciário.
No campo da identificação de pessoas desaparecidas, os exames de DNA possibilitam a comparação genética com familiares, permitindo a identificação segura de vítimas e oferecendo respostas às famílias. O IGFEC atua ainda em crimes contra a vida, como homicídios e feminicídios, realizando análises que contribuem de forma objetiva para a elucidação dos casos.


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