Ozempic pode ficar mais barato após quebra de patente, mas efeito não será imediato

A quebra de patente da semaglutida, princípio ativo de medicamentos como o Ozempic, entra em vigor nesta sexta-feira (20) e deve impactar o mercado farmacêutico no Brasil, com expectativa de redução de preços e ampliação do acesso ao tratamento para diabetes tipo 2 e emagrecimento.

Apesar disso, o efeito no bolso do consumidor não será imediato. A ANVISA ainda não autorizou a produção de medicamentos à base de semaglutida no país. Atualmente, 14 pedidos estão em análise, com previsão de liberação gradual, no máximo três por semestre, o que pode estender esse processo até 2028.

Os novos medicamentos também não devem ser genéricos, mas sim similares, ou seja, terão o mesmo princípio ativo, porém com marca própria e sem obrigatoriedade de grandes reduções de preço. A expectativa inicial do mercado é de uma queda em torno de 20%, com reduções mais expressivas apenas no longo prazo, conforme a concorrência aumente.

A farmacêutica EMS, uma das primeiras a solicitar registro, estima que seus produtos podem chegar às farmácias cerca de três meses após a aprovação, com previsão de início das vendas ainda no segundo semestre.

Para o médico especialista em emagrecimento, Dr. Diego Rodrigues, a mudança representa avanço, mas exige cautela.

“A expectativa de preço mais acessível é positiva, mas é importante que as pessoas não banalizem o uso da medicação. A semaglutida precisa de indicação e acompanhamento médico”, afirma.

O especialista destaca que o aumento do acesso precisa vir acompanhado de responsabilidade no uso e orientação profissional adequada.

“O emagrecimento saudável não depende apenas de um medicamento. Ele envolve mudança de hábitos, alimentação adequada e constância. A medicação é uma ferramenta dentro de um plano maior”, completa Dr. Diego Rodrigues.