Caso Marcolino Júnior: mandante é condenado a 22 anos de prisão em Caruaru
O Conselho de Sentença da 4ª Vara do Tribunal do Júri da Capital condenou Davi Fernando Ferreira Graciano a 22 anos e dois meses de prisão pelo homicídio triplamente qualificado do jornalista Antônio Marcolino de Barros Filho, conhecido como Marcolino Júnior.
O julgamento foi realizado no Fórum Thomaz de Aquino, no Recife, sob a presidência da juíza Maria Segunda Gomes de Lima. A sessão começou às 9h30 e terminou às 21h35, após mais de 12 horas de trabalhos. O júri foi formado por cinco mulheres e dois homens.
Durante a sessão, foram ouvidas três testemunhas, realizado o interrogatório do réu e promovidos os debates entre acusação e defesa, incluindo as fases de réplica e tréplica, antes da decisão dos jurados.
Segundo o Ministério Público de Pernambuco (MPPE), Marcolino Júnior foi assassinado em 16 de abril de 2016, no interior de um motel, em Caruaru, no Agreste de Pernambuco.
Davi era funcionário da vítima e responsável por informações financeiras do jornalista. De acordo com a acusação, insatisfeito com a remuneração, ele teria pago R$ 14 mil a Rafael Leite da Silva para executar Marcolino. O jornalista foi morto com golpes de instrumento perfurocortante.
Os jurados reconheceram três qualificadoras para o homicídio: mediante paga ou promessa de recompensa, com emprego de meio cruel e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima.
Davi permaneceu preso por cerca de um ano e meio e, posteriormente, passou a responder ao processo em liberdade. Após a condenação, voltou a ser preso e foi encaminhado ao Centro de Observação e Triagem Criminológica Professor Everardo Luna (Cotel).
A defesa informou que recorreu da decisão.
Rafael Leite da Silva, apontado como executor do crime, foi condenado em 2017 a mais de 30 anos de prisão. Além do homicídio triplamente qualificado, ele respondeu pelos crimes de furto e ocultação de cadáver.

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