Quando o sistema prisional entra na agenda da reconstrução

Poucos temas exigem tanta coragem política quanto o sistema prisional. Superlotação, estruturas em ruínas e abandono institucional sempre tornaram o cárcere um problema invisível - até que ele transbordasse para a segurança pública. Sob a gestão da governadora Raquel Lyra, Pernambuco começa a romper esse ciclo ao colocar a infraestrutura prisional no centro das decisões de governo, com milhares de novas vagas em construção e uma reorganização profunda das unidades existentes.

O investimento em unidades prisionais em Araçoiaba, Itaquitinga e Caruaru, ao mesmo tempo em que presídios inviáveis são fechados, aponta para uma estratégia clara da gestão estadual: substituir o colapso pelo planejamento. Ao demolir estruturas degradadas e transferir presos para unidades mais adequadas, o Estado reduz custos, melhora a gestão do efetivo e cria condições mais controladas para o funcionamento do sistema.

Mais do que obras, o que está em curso é uma mudança de paradigma. A mudança na gestão dos presídios mostra que o governo Raquel Lyra tenta alinhar a custódia e ressocialização. Em vez de tratar o cárcere como um problema insolúvel, a gestão passa a encará-lo como parte de uma política pública estruturada, onde segurança, dignidade e reintegração social caminham juntas.

Foto: Janaína Pepeu